[Calma!] Não precisa jogar tudo pro alto!

Semana passada surgiu numa roda linda a seguinte questão: “Isis, mas vocês falam sobre fazer o que gosta, primeiro a pessoa precisa saber do que gosta, né? E a maioria não sabe!”

Na verdade… NÃO! =D

Fazer o que gosta começa gostando do que se faz.

E isso eu aprendi com a minha mãe! Então vou usar a história dela pra te mostrar como funciona:

Ela queria ser médica.

Mas como pra uma menina que não nasceu em berço de ouro toda oportunidade era bem-vinda, ela decidiu aproveitar a Escola Técnica e fazer o curso de “Técnico em Edificações”.

Pra nossa sorte, porque no último ano ela descobriu alguém (euzinha o/) crescendo em sua barriga e os planos de passar 8 anos entre faculdade e especialização precisaram ser revistos.

O curso técnico lhe rendeu um estágio e logo depois um emprego de meio período, que era o ideal pra quem morava longe e tinha que deixar um bebê em casa ou com algum dos 13 irmãos que estivesse disponível.

A primeira lembrança que eu tenho do seu trabalho é de chegar naquela sala imensa de empresa pública, ganhar papel e lápis pra brincar numa daquelas pranchetas lindas enquanto ela corria pra terminar um projeto como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. E aquilo me encantava! Que importante o que quer que fosse que a minha mãe estava fazendo. (Acho que tomei gosto pelo trabalho ali. hahaha)

Cresci assistindo-a se tornar a pessoa que é hoje. Vendo seu envolvimento com os espaços urbanos crescer de um tanto que eu só descobri sua vontade de ser médica quando já estava na minha época escolher a opção no vestibular.

Lembro que entrei na faculdade no mesmo ano em que ela se formou Arquiteta e Urbanista e assumiu seu lugar na mesma empresa que a acolheu quando eu nasci.

Então seus traços saíram do papel e viraram realidade e a mocinha que queria ser médica pra ajudar pessoas e garantir um futuro melhor do que o seu passado, virou a urbanista bem sucedida que se emociona a cada projeto entregue às comunidades da nossa cidade.

E a mulher que aceitou o que a vida tinha a lhe oferecer de peito aberto se transformou na mãe que nos ensina que a estrada importa pouco quando você está disposto a se encantar com cada paisagem que encontrar.

Como? Se pondo a serviço e buscando o que a alegrava pelo caminho. 😉

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Mamis com seus projetos ao fundo. ❤

Se tem uma coisa que eu tenho aprendido demais é que a sua Alegria pode – e provavelmente vai – se manifestar de formas surpreendentes, muito além do que ousaríamos sonhar.

A gente nunca sabe onde uma porta que se abre vai dar. E se ela se abriu, acredite, ela SEMPRE está ali pra te ajudar.

Se vai ser uma passagem boa ou ruim da sua vida depende muito mais de como você a vive do que da situação em si. (#DicaDeCoach: Diga SIM e, se não curtir, diga NÃO e vá embora levando consigo tudo o que aprendeu. Win-win :D)

Hoje eu sei que usar a realidade atual pra me expressar com verdade é a forma mais inteligente de aproveitar E transformar a vida, ao mesmo tempo.

Então se você chegou até esse texto meio angustiado, achando que pra ser feliz e realizado precisa começar o zero, relaxa.

O caminho se revela quando você está disposto a começar, exatamente de onde está, a caminhar.

PS: Mãe, muito muito obrigada por ser exatamente quem você é. Te amo! ❤

 

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